sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Especial Arte-Educação

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O papel da arte na educação

A função da arte não é a de passar por portas abertas, mas é a de abrir as portas fechadas. (Ernst Fisher, 1973)

Arte desenvolve a criatividade e a sensibilidade  (everystockphoto)Sabe-se que desde o início da humanidade o homem teve necessidade de se expressar artisticamente, deixando a sua marca no mundo. A necessidade de produzir e consumir arte, portanto, é inerente à condição humana. Trata-se não só de um impulso vital, como algo fundamental ao desenvolvimento humano.

Mas que habilidades e competências podem ser desenvolvidas no indivíduo por meio da arte e que irão, de certa forma, defini-lo?
"A arte é uma linguagem que possibilita o entendimento do mundo sem a linguagem verbal. Ela faz com que as pessoas entendam conceitos sem passar pela questão da fala, da oralidade, envolvendo diretamente o sentimento, a subjetividade", acredita a arte-educadora Fernanda Saguas.

Essa capacidade de leitura do mundo influencia o processo de formação de identidade, na medida em que permite ao indivíduo se reconhecer na cultura ou se definir em oposição a ela. "Quando há uma decodificação, abre-se um panorama, que oferece os contrastes, as diferenças e as semelhanças, onde você pode espelhar o seu conhecimento", afirma a docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Carmen Aranha.

Ao mesmo tempo em que cria essa noção de pertencimento e de valorização da herança cultural, a arte também proporciona o contato com outras culturas, trabalhando questões como diversidade racial e cultural, preconceitos, etnocentrismo e o próprio conceito de arte.

"Por muito tempo só se considerou a arte com "a" maiúsculo, como algo fruto de um gênio. Para um artista ser considerado, ele precisava ser branco, europeu, fazendo uma arte com materiais nobres. Eram conceitos de arte que restringiam muito a idéia do que era arte", explica pesquisadora especialista na área, Ivone Mendes Richter. "Aí é que entra justamente a questão multicultural, no sentido de valorizar em todas as culturas esses aspectos. O multicultural é importante na arte, porque amplia o conceito de arte", complementa.

Segundo Ivone, a idéia da multiculturalidade foi substituída pela noção de interculturalidade. "Ser multicultural consiste apenas na constatação da existência de múltiplas culturas. Já a interculturalidade pressupõe o intercâmbio entre as culturas, que é algo importante para que se conheça a cultura do outro e se passe a respeitar e apreciar esse outro, diferente de nós".

O desenvolvimento de um olhar crítico frente à cultura visual a que estamos submetidos, repleta de publicidade e permeada pelos valores de uma sociedade de consumo, é fundamental. "A arte na nossa cultura é importantíssima, em meio a uma cultura que é tão falada. Ela pode oferecer um silêncio em que você percebe a cultura codificada em elementos de uma linguagem que não é a linguagem do cotidiano", afirma.

Arte possibilita criação de novos mundos (everystockphoto)Enquanto linguagem, a arte desenvolve no indivíduo não só a percepção visual como a capacidade de simbolizar e dar significado para as coisas. "A arte é uma possibilidade de criar mundos, realidades diferentes. E de transitar entre eles para poder se olhar de outro lugar e se fazer diferente", acredita a pesquisadora do Cenpec, Aline Andrade. Permite, assim, uma ampliação dos horizontes; estimula a sensibilidade e promove a humanização dos indivíduos.

"É muito triste uma vida em que não se pode ter essa experiência de viajar, de reinventar... A arte é vital para sobrevivência da humanidade como humanidade", destaca a arte-educadora Viviani Leite.

Mais do que estimular a criatividade e a sensibilidade, a Arte-Educação tem impacto direto sobre o potencial cognitivo do indivíduo, na opinião de Ana Mae Barbosa, pioneira na sistematização de uma ação educativa em museu no Brasil. No artigo "Por que e como: Arte na educação", destaca: "O movimento de Arte/Educação como cognição se impõe no Brasil. Através dele se afirma a eficiência da Arte para desenvolver formas sutis de pensar, diferenciar, comparar, generalizar, interpretar, conceber possibilidades, construir, formular hipótese e decifrar metáforas".

Acesso à cultura

De acordo com dados do IBGE, 92% dos brasileiros nunca foram a um museu e 93,4% dos brasileiros jamais freqüentaram uma exposição de arte. Seja pela falta de oportunidade, seja pela falta de interesse.

O ensino de arte desempenha papel importante na transformação dessa realidade, já que também pode contribuir com a questão da democratização da cultura. Trabalha-se para fomentar a produção, porém se esquece da recepção. A capacidade de leitura e fruição de uma obra de arte é algo que pode ser ampliado e estimulado; exige preparo e contextualização.

"Está faltando educar a recepção. Você só educa a recepção através do ver arte, do fazer, da contextualização. Eu acho fundamental essa tríade para se conhecer arte - fazer, ver e contextualizar", afirma Ana Mae.


Sou Marcela  ,tenho 37 anos  Sou uma brasileira  que acredita na educação , porque dela depende o futuro de milhões de brasileirinhos.


Educar requer uma grande dose de paciência, sabedoria, amor, perseverança e coerência, para conseguirmos estabelecer limites sem podar a criatividade nem sermos autoritários em demasia, dar amor sem que com isto e em seu nome nos tornemos por demais permissivos, dar liberdade para que seja exercido o livre arbítrio de cada um, de modo que haja responsabilidade pelas escolhas e pelos atos praticados.


É importante corrigir, sem ser excessivamente crítico, de modo a humilhar e desvalorizar, estabelecer regras que devem ser cumpridas, sem que sejamos tiranos, saber ser flexível, quando a situação requer, sem com isto estimularmos a impunidade.


É importante indicar caminhos, sem que com isto queiramos percorrer caminhos alheios, posto que a vida se faz a cada passo, a cada momento, a cada opção feita, a cada ato praticado, cada palavra dita (ou omitida), cada mão estendida, cada sorriso dado, a cada lágrima derramada, seja de alegria ou de dor.


Quando uma criança chega à escola, já leva uma bagagem de emoções, de sentimentos, de orientações recebidas, hábitos adquiridos pela educação que recebe na família na qual está inserida. Como vivemos em um mundo globalizado, aonde a informação chega a cada casa com uma incrível velocidade, por vezes tudo que se tenta passar para uma criança, parece ser algo em desuso, sem valor, frente ao que é visto através da imprensa ou da mídia televisiva.


Educamos através de coisas simples, que são reforçadas no dia a dia, como ao orientar para cuidar do que lhe pertence, não pegar nada do colega sem pedir permissão, não dizer palavrão, não mentir, exigir respeito aos mais velhos, que seja educado, gentil, que use palavras “mágicas” como Bom Dia, Com licença, Obrigado; fale sem que precise gritar, não jogue lixo na rua e uma série de outras regras básicas de boa, pacífica e respeitosa convivência.


Hoje temos que ser verdadeiros artistas, sem sermos palhaços (digna profissão, aliás), para conseguir formar um cidadão de bem, sem corrermos o risco de sermos taxados de alienados diante da realidade que nos é mostrada, onde parece que prevalece a impunidade, a falta de caráter, de respeito e de limites.

A família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir.
Ressalta-se que mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor. 
O ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade.
Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos. Alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as partes. Como sugestões seguem abaixo alguns deles: 
Família 

• Selecionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma como a escola procede diante de situações importantes;
• Dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola;
• Cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea;
• Deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização;

• Valorizar o contato com a escola, principalmente nas reuniões e entrega de resultados, podendo se informar das dificuldades apresentadas pelo seu filho, bem como seu desempenho. 
Escola 



• Cumprir a proposta pedagógica apresentada para os pais, sendo coerente nos procedimentos e atitudes do dia-a-dia;
• Propiciar ao aluno liberdade para manifestar-se na comunidade escolar, de forma que seja considerado como elemento principal do processo educativo;
• Receber os pais com prazer, marcando reuniões periódicas, esclarecendo o desempenho do aluno e principalmente exercendo o papel de orientadora mediante as possíveis situações que possam vir a necessitar de ajuda;
• Abrir as portas da escola para os pais, fazendo com que eles se sintam à vontade para participar de atividades culturais, esportivas, entre outras que a escola oferecer, aproximando o contato entre família-escola;
• É de extrema importância que a escola mantenha professores e recursos atualizados, propiciando uma boa administração de forma que ofereça um ensino de qualidade para seus alunos. 

A parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e educadores necessitam ser grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional do ser humano.


São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças que se encontram no 6ºano do ensino fundamental e não dominam habilidade de ler e escrever. 

Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes.
 

As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar.
 
Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas:
 

- Todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola.
 
-Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura.
 
- Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série.
 
- Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio).
 
- Garantia de investimentos na Educação Básica.
 

Números que retratam os problemas da educação brasileira
 

• Hoje, no Brasil, de 97% dos estudantes com idade entre 7 e 14 anos se encontram na escola, no entanto, o restante desse percentual, 3%, respondem por aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com idade escolar que estão fora da sala de aula.
 

• Para cada 100 alunos que entram na primeira série, somente 47 terminam o 9º ano na idade correspondente, 14 concluem o ensino médio sem interrupção e apenas 11 chegam à universidade.
 

• 61% dos alunos do 5ºano não conseguem interpretar textos simples. 60% dos alunos do 9ºano não interpretam textos dissertativos.
 

• 65% dos alunos do 5ºano não dominam o cálculo, 60% dos alunos do 9º ano não sabem realizar cálculos de porcentagem.
 


Medidas que possivelmente poderão combater os índices acima apresentados:
 

• Mobilização da sociedade para a importância que a Educação exerce.
 

• Direcionamento de recursos financeiros para escolas e professores.
 

• Valorização do profissional da educação.
 

• Implantação de medidas políticas educacionais a longo prazo.
20 de setembro de 2013.

A primeira escola da vida de uma pessoa é a família, através dela as crianças aprendem a se comportar corretamente e também desenvolvem o respeito pelos outros. Quando a estrutura familiar é fraca, dificilmente a criança consegue progredir dentro da sociedade.
 Os pais possuem papel fundamental na educação dos filhos e por isso devem manter uma boa conduta para servirem de bom exemplo. O ato de disciplinar uma criança não implica severidade ou agressões, isso está mais relacionado a boas conversas. 
É importante manter o diálogo com o filho logo na infância, assim ele consegue depositar confiança nos pais em todas as fases de sua vida, até mesmo na conturbada adolescência. Os pais devem também participar ativamente da vida escolar da criança ou do jovem e verificar como é o seu comportamento no colégio.A educação começa desde cedo com os pais. Há quem ache que educação se aprende na escola, mas isso de fato não é totalmente verdade, pois desde pequeno as crianças devem aprender a se portar, como viver, são coisas que vão levar para o resto da vida. Educar depois de grande, normalmente na adolescência é mais difícil, pois o adolescente já tem um pensamento e vai colocar aquilo que aprendeu, independente se forem coisas negativas ou positivas.
Ter responsabilidade é importantíssimo. Então você que é pai, ensine para seu filho as lições de educação, o dialogo é fundamental nesse processo. Seu filho vai utilizar a educação para o resto de sua vida. 
A tarefa de educar não é fácil, temos que ter um certo jogo de cintura para lidar com algumas situações. Os pais encontram grandes dificuldades para criar os filhos, eles assumem uma postura arbitrária e não conseguem estabelecer um contato saudável.
 
Não adianta impor limites, bater ou estipular castigos, o diálogo se mostra uma das melhores formas de se educar e apontar um erro. Quando uma criança comete algo de errado, ela precisa compreender sua falha por meio de uma conversa, assim ela não vai se sentir ameaçada ou desafiada. 
Os professores se deparar com o desafio de educar todos os dias, a maioria dos alunos mostra desinteresse e indisciplina, por isso fica complicado sempre lidar com bom senso. Por isso, esses profissionais devem se apegar ao dialogo como método pedagógico e aos poucos conquistar o respeito dos estudantes